Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Uma destas compra hoje 1 barril de petróleo.


publicado por LMB às 19:07 | link do post | comentar | favorito


As sirenes tocavam, mas apenas para os exercícios da praxe, não fosse um raid surpresa tomar meia Lisboa de ceroulas e saiotes nas mãos. A electricidade era controlada até determinada hora, o racionamento de géneros fazia igualmente parte do quotidiano desta cidade em tempo de guerra, mas Natal é Natal, no matter what.

'Colombo', 'AlmadaForum' e outros que tais só existiam mesmo em bola de cristal e num presságio avant le temps, visionando um imenso corredor interior de um desses gigantescos 'shoppings' repleto de gente e dizendo o vidente ao seu hipotético cliente 'o que hoje vês de gente para cá e para lá, na Baixa, irás ver no futuro dentro de casas. Não me perguntes como, mas está escrito'
Aqui há umas semanas, dei conta disso mesmo: ruas da Baixa, perfeitamente vazias. Tanto de gente como de alguma coisinha alusiva ao tal Natal.
1943 era tempo de conflito em grande escala, mas na Rua Garrett, o frenesim era mais que muito, apontando (ou vendo só as montras) para as 'capelinhas do consumo' que eram os 'Grandes Armazéns do Chiado', o 'Paris em Lisboa' o 'Eduardo Martins & Cia' e tantas outras que a bola de cristal não adivinhou virem, algumas, a tornarem-se cavacos ardidos ou balcões de bancos, apenas cinquenta anos depois.

Créditos: imagem Horácio Novaes via obra 'Lisboa antes e agora' de M.Tavares Dias

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publicado por LMB às 18:03 | link do post | comentar | favorito


Não sei exactamente o que move o ministro da saúde a encerrar pelo país fora, urgências, maternidades e serviços de assistência permanente, estes últimos, perdendo agora o óbvio senso do descritivo. Desconfio que tenha a ver com uma das últimas linhas de uma qualquer demonstração de resultados, partindo assim, de uma visão míope meramente economicista. Números. Números que normalmente qualquer um de nós o é.
Agradecerão, por certo os privados, como adiante se verá.
Sem uma explicação cabal ao povito, é difícil entender. Mesmo que a faça agora, já ninguém lhe dará crédito e duvido que, em 2009, algum outro crédito, desta vez por escrutínio, venha a ser dado.
E assim se mata, aquilo que parecia começar por ser um projecto -de governação- interessante. Fica a ser mais do mesmo, igual a todas as outras vezes e uma saída pela porta-baixa.

"-Olhe, a sua marcação do TAC pode ser já para dia 6, Domingo" ; "-Domingo? Estão a funcionar ao Domingo?" "-Sim, sim. Estamos. Pode ser para as 16.30h?..."

Pode. As portas privadas que os seguros de saúde abrem, não é? Os outros, a imensa maioria neste caso, podem bem esperar noventa ou cento e vinte dias para fazer o mesmo.
Porreiro, pá.



publicado por LMB às 13:31 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Beatas são totalmente permitidas neste blog.

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publicado por LMB às 09:45 | link do post | comentar | favorito

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