Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Nascem como cogumelos ao orvalho. Deve haver, também aqui, razões para que os entendidos na 'grande distribuição' optem por concentrar supermercados, sejam eles 'super' ou 'discount'. Hoje abriu mais um: um 'Feira Nova' que terá levado pouco mais de trinta dias (e noites) a erguer, estrategicamente colocado na EN10 junto ao cruzamento da Qta. do Conde. Escusado será dizer que a sua estreia provocou o 'engarrafamento' da estradita: uma única entrada para uma única saída feliz. Coisa sábia, portanto.
A pouco mais de 500m., outro espacinho comercial -leva também a medalha de prata na rapidez de construção "Ah caraças! Fomos batidos pelo Jerónimo!"- promete abrir ainda antes do Natal (para que a 31/XII o EBITDA possa dar aquele número necessário e mágico para o consolidado, pois então), chama-se 'Lidl' e tem como vizinho, separado apenas por um passeio largo, um outro concorrente já existente: os rapazes da 'Plus'. Mas, andando apenas 100m., eis que o representante Sonae apela a que não o deixem ali sem clientela, até porque é o mais antigo: dá pelo nome de 'Modelo'.
Múltipla escolha concentrada como pasta de tomate para que aos consumidores 'não lhes falte nada'.
A pressa, normalmente, é inimiga da perfeição. Mas isto, pouco intere$$a.


publicado por LMB às 13:06 | link do post | comentar | favorito


Eu nestas coisas adopto a postura mais conservadora: árvore de Natal é coisa clássica.
Porém, há quem opte por umas muito mais originais e, quiçá, bizarras. Temos, portanto, uma delas construída com quatro centenas de latas de Mountain Dew, temos outra invertida que, aparentemente, recria uma tradição do centro da Europa de pendurar uma árvore no tecto mas que não deixa de estar adaptada ao tempos modernos, polvilhada com oitocentas luzinhas e, continuamos para outras mais económicas ou mesmo raquíticas, sem esquecer as insensatamente dispendiosas onde um cheque de um jackpot poderá fazer sentido na excentricidade de mais de vinte mil diamantes ou três mil bolas de cristal, mas, se opção for mais tecnologica, há sempre a hipótese de recriar em casa aquela que faz honras ao velho jogo 'pac-man' e que se encontra instalada aqui na capital do país ao lado.


publicado por LMB às 12:04 | link do post | comentar | favorito


Pode ser coisa complicada, principalmente se o botão cair janela fora neste templo budista de antigo nome Taktshang Goemba, encravado no vale de Paro, no Butão, desde o século XVII.
Recolhido, muito recolhido mesmo, só a meditação é permitida, turistas de ocasião contemplam de fora. E já gozam.

Créditos: imagem Leo Palmer


publicado por LMB às 01:09 | link do post | comentar | favorito


10% revertem para a causa Palestiniana e o mote não podia ser mais simpático: "Chega de bebida estúpida, beba com compromisso". Mecca Cola, made in France.


publicado por LMB às 00:45 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007


As últimas datações de carbono14, revelam a provecta idade de um estranho e magnífico monumento: Newgrange, cinco mil anos. Stonehenge e Gizé são apenas caloiros.
Ferro não era ainda usado e a roda não tinha ainda conhecido a luz do dia. E é justamente por causa da luz e desse velho hábito de adoração da luz solar que -tudo leva a crer- Newgrange, na Irlanda, foi construído por povos pré-celtas. Para além da gigantesca construção e dos círculos e espirais gravados na pedra, tudo é escuridão no interior. Excepção feita a uns meros cinco dias ao ano: de 19 a 23 de Dezembro. É durante o solstício de Inverno que a partir das nove da manhã em ponto (assim haja sol) que a luz penetra na extensa e escavada galeria. Luz, de novo, só para o ano e com a milenar precisão horária.

Mas, cinco mil anos depois, há verdadeiros templos subterrâneos, construídos -desta vez- por baixo dos Alpes italianos. Tão escondidos estavam que nem Prodi sabia da existência deles e não porque fossem um tesouro arqueológico, simplesmente foram construídos ao longo de quase duas décadas, sem alarido. Mas não lhes ficará mal o epíteto de tesouro contemporâneo. São conhecidos como os templos de Damanhur.



publicado por LMB às 23:51 | link do post | comentar | favorito


Adama Gaye (sim, tem 'E') analista para os assuntos africanos, arrasa por completo a tal super-mega-hiper cimeira africana deste fim de semana, numa entrevista à CNN. Basicamente, coloca por terra o 'foi mesmo porreiro' e o 'agora é que vai ser'; antes, prefere enaltecer a economia chinesa - e os seus triliões de dólares- e como, afinal de contas conseguiram (os chineses) colocar pão p'ra boca nuns bons milhões de almas no país de Mao. Portanto, os europeus, que para ali foram -cimeira- debitar 'postas de pescada', na opinião dele, não fizeram ainda o trabalhito de casa, logo, não podem ser bons professores.
Alea jacta est.

Créditos: imagem CNN


publicado por LMB às 14:02 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Woodstock foi genuíno e será irrepetível. Uns, que por lá passaram, já por aqui não estão, foi-se o 'power', ficou o 'flower'.
Country Joe McDonald, entrou em cena quase de empurrão e improviso com 'I feel like I'm fixin' to die' e no auge do Vietnam, veio mesmo a calhar. Meio milhão cantou em coro.
O coronel Sanders, o homem que lançou para a posteridade a asa de frango via KFC, respondia assim à pergunta sobre o que pensava ele dos hippies: "Comem frango frito, não comem?". E pronto.

And it's one, two, three, what are we fighting for
don't ask me I don't give a damn, next stop is Viet Nam
And it's five, six, seven, open up the pearly gates
ain't no time to wonder why, whoopee we're all gonna die


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publicado por LMB às 19:31 | link do post | comentar | favorito


O placard cá fora anunciava escrito a giz: "Prove o nosso bolo-rei conventual". Se fosse num qualquer hipermercado não estranharia o apelo do anúncio com uma banquinha estategicamente colocada num extremo de um linear e pago a peso de ouro, mas, num modesto 'Ponto Fresco/Grula' achei curioso. No entanto, é seguramente, a melhor frutaria aqui da zona.
E eis que a técnica 'prove & compre' estava mesmo a funcionar, logo ali à entrada (ou à saída: via única) bem perto -pelo sim pelo não- da registadora, uma alternativa de muita qualidade ao tradicional bolo-rei acompanhado de um copito descartável de vinho abafado de Azeitão. E era ver sair caixas daquele bolo sem mais nem aquela.
Prova de como uma 'demo unit' (espero que não seja em 'guia de consignação'...) pode fazer muito pelo negócio. De resto, só mesmo um principiante em marketing não saberá isso.


publicado por LMB às 19:04 | link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Rubin "Hurricane" Carter, boxeur na categoria intermédia entre os 'leves' & 'pesados', condenado a pena alongada por homicídio, inspirou Bob Dylan, em '76, ao compor 'Hurricane' como tema principal de um dos seus melhores álbuns: 'Desire'. A questão está em saber se Rubin 'Hurricane' foi ou não injustamente condenado a vinte anos de gaiola e se Dylan se enganou na letra, ou não.
Nada que tire o sono e também ninguém irá organizar uma cimeira para debater o tema.

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publicado por LMB às 18:24 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007



Esther Williams era a sereia da MGM nos anos '50, famosa pelas elaboradas coreografias aquáticas. Dantes, achava-a um bocado 'seca' (apesar da água), hoje, dou-lhe mais valor nostálgico. E os seus célebres fatos de banho, continuam a vender-se como pipocas, online pois então.
Frank Loesser, escreveu e compôs 'Baby it's cold outside', muitos a interpretaram em dueto, este aqui em cima, com E.W. e Ricardo Montalban é apenas mais um que se vê até sem esforço.


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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Finalmente estes tipos fazem uma viatura verdadeiramente interessante. Espero que o tenham para entrega: quero lilás. Se não houver nesta cor...


publicado por LMB às 23:35 | link do post | comentar | favorito



Fui ver ao dicionário dos sinónimos A palavra mais bela, sem igual, Perfeita como a nave dos Jerónimos E o dicionário disse-me: NATAL.

Perguntei aos poetas que releio Gabbriela, Régio, Göthe, Poe, Quental, Lorca, Olegário...
E a resposta veio:
Christmas... Nöel... Natividade... NATAL.

Interroguei o firmamento todo Cobra, formiga, pássaro, chacal!
O aço em chispas, o pipe-line, o lodo! E a voz das coisas respondeu: NATAL!

Pedi ao vento e trouxe-me dispersos Riscos de luz, fragmentos de papel Cânticos, sinos, lágrimas e versos
Um N, um A, um T, um A, um L...

Perguntei a mim próprio e fiquei mudo
Qual a mais bela das palavras, qual? Para que perguntar, se tudo, tudo, Diz: NATAL, diz NATAL, diz NATAL!


Adolfo Simões Müller in "A palavra mais bela"

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publicado por LMB às 18:46 | link do post | comentar | favorito




É o que se me oferece dizer sobre a longa alteração de locais de paragens de transportes públicos, pelo menos na E.N.10, troço Setúbal-Casal do Marco. Aparentemente, sem qualquer benefício algum para quem ali tem de estar:

a) na maioria, existiam recortes específicos para os autocarros (vide foto)
b) obriga agora a 'via estreita' com o alongar e aumento de plataformas estranhas pontiagudas
c) dois autocarros parados, cada um no seu sentido, bloqueiam por completo a estrada
d) um desses, que azaradamente avarie num desses novos locais 'redesenhados' em hora de ponta, é coisa, para quem vem atrás, pensar se não teria sido boa ideia ter trazido ceia.

talvez fosse de maior e pertinente urgência, uma coisita básica: utilizar tinta de qualidade na pintura de 'zebras' junto às paragens, talvez colocar iluminação apropriada para as mesmas, talvez substituir lâmpadas de casquilho, nos semáforos, por 'leds' de intensidade.
Sei lá, coisas talvez mais importantes do que uma empreitada estranha de vários Kms, onde se deslocam físicamente 3 ou 4 metros de paragens, para um redundante 'talvez' de exclamação engenheira: "Ah! Agora é que ficam mesmo bem aqui! 'Bora emparedar o resto?"


publicado por LMB às 18:17 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Serra, espaço, linho, lã, burel e iniciativa. Não necessariamente por esta ordem para levar a cabo um projecto liderado por Mulheres, já com vinte anos de actividade. E, como é costumeiro dizer-se: quem corre por gosto não cansa. E é o que acontece com as Capuchinhas de Campo Benfeito, aldeia serrana nos contrafortes de Montemuro, que criam peças de vestuário com recurso a técnicas perdidas -ou não- no tempo.
A tradição ainda é o que era e ainda bem.

Créditos: imagem Capuchinhas CRL



publicado por LMB às 23:13 | link do post | comentar | favorito

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