Sábado, 25.04.09

[...]Quando outros não acreditavam, ele acreditou. Quando outros tinham medo de ousar, ele ousou. Quando outros diziam que era impossível, ele partiu para Santarém, mal equipado e mal armado, mas claro no pensar, claro no sentir e claro no querer.(...)
Herói mais incómodo pelo seu apego à liberdade e desapego do poder.[...]
-Manuel Alegre-


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Trinta e cinco anos depois parece haver necessidade de um novo Abril.

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Sexta-feira, 17.04.09

Faz hoje.
Um dos intervenientes nesta Primavera académica -e da qual J.Hermano Saraiva saíu a perder- é agora candidato ao 'bem-bom' europeu. É *vital* que vá?
Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida
Qualquer coisa que não volta, que voou
Que foi um rio, um ar, na tua vida

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra

[Balada de despedida do 5º ano jurídico de Coimbra 88-89]


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Quarta-feira, 01.04.09
O 'Setúbal Guia' de Abril -uma publicação regular sobre eventos do mês na cidade e arredores, publicada pela CMSetúbal- tem na capa uma foto do Arquivo Municipal Américo Ribeiro de 1974. Chamou-me a atenção o velho bacalhau do Tenreiro; faz luas e quartos minguantes e crescentes que eu não lia ou via algo relacionado com o Comandante Henrique Tenreiro, o homem que nunca foi ministro salazarista ou marcelista, mas que acabou por ser o 'patrão das pescas' durante trinta e oito anos, a partir de um embrionário projecto: o 'Grémio do Bacalhau'.
Por isso, quase até à altura desta foto, foi o corporativista Tenreiro quem efectivamente punha e dispunha, traçava ou apagava as directrizes da política nacional das pescas, incluindo os financiamentos relativos a remodelação de frotas pesqueiras.
Entre grémios, cooperativas e uma teia de empresas relacionadas com o corporativismo, há uma, melhor: duas, que se tornaram ícones: a Gel-Mar é uma e a outra é a defunta SAPP (não: esta tem 2 Pês) e era, por extenso, Sociedade de Abastecimento de Peixe ao País. As carrinhas da SAPP eram Citroën transformadas para a venda de peixe fresco. Lembro-me delas como se tivesse sido ontem que lá tivesse ido buscar um pargo. O modelo de carrinha Citroën era, de resto, o mesmo que a Gulbenkian usava para as suas bibliotecas rolantes, mais bem cheirosas que as da SAPP (aqui ao lado numa foto da Motor Clássico, em desfile nos Restauradores).
Para quem todo o poder sempre soube a pouco, Tenreiro acabou sem poder algum e sem reintegração na Marinha e por esta acusado. Preso em '74, o Brasil foi a sua última morada até '94.
O bacalhau foi, afinal, um animal político.

Créditos: imagens CMS e Motor Clássico


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Sábado, 25.10.08

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Sexta-feira, 25.04.08


Créditos: Ermelinda Duarte "Somos Livres"

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Quinta-feira, 24.04.08

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Segunda-feira, 14.04.08

Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar
quando u
m homem se põe a pensar

Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à n
oite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

E se houver uma praça de gente madura e uma estátua e uma estátua de de febre a arder

Anda alguém pela noite de breu à procura e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer

Vejam bem daquele homem a fraca figura desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão

E se houver uma praça de gente madura ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão


Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar

José Afonso

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Domingo, 25.11.07

25 de Novembro de 1975. Era o rescaldo do "Verão quente de '75", altura em que se multiplicaram episódios revolucionários e contra-revolucionários mais, ou menos, violentos: ocupações e conflitos em empresas, manifestações quase diárias, destruição de sedes de partidos políticos (particularmente o PC) , jornais invadidos e um 'faltou-um-bocadinho-assim' para estalar uma guerra civil.
O golpe militar que em '75 colocou um ponto final na influência da esquerda militar mais radical, pós revolução do ano anterior, teve como base, uma reacção à resolução do do Conselho da Revolução de substituir alguns comandantes militares e efectuar a dissolução da base aérea de Tancos.
Depois de ocupadas diversas bases militares e meios de comunicação social pela ala moderada de militares encabeçada por Ramalho Eanes, Vsco Lourenço e Jaime Neves, permitiu a continuidade do almirante Pinheiro de Azevedo no cargo de primeiro-ministro; é dele a célebre resposta a um jornalista (já não me recordo em que contexto) "Olhe! Vá perguntar à bruxa!"
Após esta data, o reforço multipartidário e a estabilidade dos trabalhos parlamentares, foram motor para que, no ano seguinte, no segundo dia de Abril, ficasse concluída a redacção da primeira Constituição genuínamente democrática da história portuguesa.
Já poucos se lembram, claro.

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Quarta-feira, 25.04.07

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Terça-feira, 24.04.07

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