Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Há dias em que me apetece chamar alguns gajos para dentro do ringue.


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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Talvez Quintus Sertorius tenha passado por aqui e estacionado a quadriga onde eu também estaciono hoje o carro, talvez tenha mergulhado nas límpidas águas do rio Coina e talvez por essas águas serem boas, tenha havido a ideia de designar o local como Equabona. Mais tarde derivou para Coina e assim se mantem.
O rio, esse, continua a nascer na serra da Arrábida, cruza com a ribeira do mesmo nome e acaba fétido de esgoto no abraço com o Tejo.
Coina tem a sua história ligada a Azeitão até porque não são assim tão distantes e em 1516, quando recebeu foral da mão de D. Manuel I, o rio era navegável e assim se manteve por quase três séculos. Estaleiros de caravelas e naus e a real fábrica de vidro eram as start-up da altura. Pelo rio, vinha também Constança -a legítima de D.Pedro e que traria a outra paixão a bordo: Inês de Castro- apanhar os ares frescos da serra na sua quinta de verão em Azeitão. Rima e é verdade.

De volta aos dias de hoje, Coina, é uma dor d'alma: descaracterizada, arruinada e mal arrumada. De resto, como Azeitão se está a tornar também desde há uma década.
De facto, terá existido um castelo em Coina -ou nas imediações- totalmente destruído, séculos atrás, nunca foi reconstruído. Mas o outro 'castelo' que bem podia ser o ex-libris de Coina se conservado, é na realidade uma casa apalaçada inacabada, que quase liga, em estilo, ao logotipo das águas Pizões-Moura, embora nada exista de relação comercial ou outra.

É na propriedade rural de Joaquim de Pina Manique (sim, irmão do outro: o Intendente), que em 1910 Manuel Martins Gomes Júnior, ateu, republicano, político, homem de negócios, talvez maçon e também conhecido como 'rei do lixo' e não necessariamente por esta ordem, resolve construir um palácio. Nunca o acabou. Projecto insólito e vanguardista para a época talvez se destinasse a residência permanente, outros, dizem que talvez fosse a nova sede de sociedade maçonica já que a planta indiciava esse traço e o interior algo labiríntico. Até aos anos 40, mal ou bem, lá se foi aguentando a Quinta de S.Vicente ou do Manique. A partir daí começa o declínio até ir parar a outro 'rei' dos anos 70: o da construção civil, A.Xavier de Lima.
Parece que por lá continua.
Continua também a degradação do edifício, e todo um conjunto habitacional e industrial, aparentemente já fora da propriedade, com um enquadramento único bem perto do rio.
Não sei se esperam a derrocada final, se esperam a aprovação para um qualquer condomínio privado de nome reluzente tipo 'Coutadas de Coina' (inventei agora; nada de preocupações, Xavier) a exemplo do que já está em marcha, com o subsquente abate de uma extensa área de pinheiros, junto a Azeitão, para construção de um edifício da Misericórdia, que, por certo, e à boa maneira portuga da construção civil, fará a 'limpeza' integral do terreno, abatendo árvores de grande porte que poderiam certamente coexistir, para depois plantarem uma dúzia de 'fast-growing' que, por norma, na zona, secam ao fim de dois anos.
Fizeste bem, Sertorius, em viver nessa época: estas construções não ficam para a história.



publicado por LMB às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito


Há quanto tempo não via uma traseira de carro 'assinada' pela Penelope. Moda febril que atravessou 3 décadas e que só encontrava paralelo no trevo de quatro folhas da Alfa Romeo ou o clássico '90', todos estampados nas traseiras dos carros. O último era obrigatório para recém-encartados, os outros, opcionais, se assim quisermos.
A Penelope está caronga: faz este ano 40 anos. Idade madura para um logotipo e para a discoteca que o usa,


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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
"...a primeira Coca-cola, foi, me lembro bem agora, nas asas da Panair..."
Conversando no Bar- Elis Regina

Era "pa-na-ir" por ali, mas desta vez, o satélite que costuma dar voz a uma menina dentro de uma caixinha-guiadora e que me coloca por norma algo distante do ponto de chegada que ele(a) entende como certo e eu como errado, desta vez, repito, está perdoado. Porque se assim não fosse, algures entre Vagos e Esgueira, não teria dado, esta tarde, com este magnífico suporte publicitário em azulejo da Pan Am , dos idos anos 60.
O vandalismo idiota e gratuito, resume-se felizmente e ao dia, aqueles 2 cartazes colados, embora tenha marcas de outros, mas, apesar de tudo, a beleza da mensagem continua intacta.

Do mal cheiroso guano mas, à época, eficiente 'Nitrato do Chile' (outro belo e clássico exemplar que tantas vezes na minha meninice anunciava a chegada ao campo e às férias-grandes), ao estilizado 'G' da Mabor General até ao menos conhecido e divulgado quase regionalmente dos 'Refrigerantes Jaguar' da algarvia fábrica com o mesmo nome e de curta duração também nos anos '60, a arte de publicitar de forma duradoura, em azulejo, teve o seu 'boom' a meio do séc.XIX com o revestimento de fachadas para uso publicitário, normalmente azulejaria encomendada e pintada à mão em vez de estampilhada, o que originou, no início, uma escassez de mestres pintores-ceramistas.
A partir daí, o conceito de inovador suporte publicitário sem manutenção estava lançado.
As Edições Inapa editaram um excelente livro precisamente sobre 'A Publicidade no Azulejo' compilando exemplares únicos.

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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

...a mais não é obrigado. É certo.
E como isto é uma terrinha de pseudo posses recentes, aka novos-ricos, que necessitam de se colocar em bicos dos pés para que o povo saiba que existem, o valor da caridade ofertada não é proporcional à grandeza da posse para a fotografia, quando toca a bailes (não confundir com bailaricos) resuscitados para angariar mais uns cobres para esta ou aquela organização.
Eles, (quase sempre os mesmos) ficam sempre bem com porte altivo nos seus fatitos -talvez comprados- de corte catita tesourados por Armani. Elas, (sempre as mesmas) exibem a griffe Valentino em decotes generosos até ao umbigo ou uma saia-que-faz-de-cinto-também, sempre, sempre com um sorriso de esmalte-bidé de orelha a orelha. Em qualquer dos casos, nunca serão condes ou condessas de Pembroc et Mountgomery por uma soirée. Apenas efémeras personagens a quem determinada imprensa decidiu dar atenção, porque dela se alimenta, tornando-as -desculpa lá ó Marx- o novo ópio do povo.
Esta fina nata, em duas recentes ocasiões destinadas 'à solidariedade', não foram além de uns parcos oito mil e qualquer coisa Euros e um outro um nadinha mais gordo de vinte e tal mil Euros, só que neste, ainda há que deduzir o custo de reunir, alimentar e promover a dita nata; pelo que a aparente gordura dará lugar à formosura.
Mas na foto estão todos muito bem.


publicado por LMB às 23:39 | link do post | comentar | favorito


Interessante 'volta ao mundo' do graveto necessário -em dólares- para encher o depósito de um Honda CR-V, publicado em slide-show pela BusinessWeek.
Portugal incluído, mas certamente invejoso da bomba de gasolina venezuelana.


publicado por LMB às 13:29 | link do post | comentar | favorito


Original, a página web de Carrie Bradshaw, vedeta do filme 'O sexo e a cidade'.


Créditos: imagem sexandthecitymovie.com


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Deve ser mesmo a globalização da informação. Nada escapa. Nem mesmo o que vem nos contentores a meio do Pacífico, com carga marcada como 'electric computer' e destinados a Cupertino.

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publicado por LMB às 12:32 | link do post | comentar | favorito


Mesmo que só sirva de alternativa ao nosso planeta azul no próximo século, regista-se sempre com agrado mais uma exploração planetária, no caso, em Marte.
Vastitas Borealis é o local onde a sonda Phoenix chegou ontem, na zona polar norte do planeta vermelho. E já começou a transmitir.

Créditos: imagem NASA


publicado por LMB às 11:27 | link do post | comentar | favorito





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Domingo, 25 de Maio de 2008


[...]Mon seul tourment et mon unique espérance
Rien ne t'arrêtes quand tu commences
Si tu savais comme j'ai envie d'un peu de silence
Tu es pour moi la seule musique
qui fait danser les étoiles sur les dunes
Caramels, bonbons et chocolats
Si tu n'existais pas déjà... je t'inventerais
Merci pas pour moi, mais
Tu peux bien les offrir à une autre
qui aime les étoiles sur les dunes
Moi les mots tendres enrobés de douceur
Se posent sur ma bouche mais jamais sur mon cœur
Encore un mot juste une parole [...]

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Sábado, 24 de Maio de 2008

Aqui o meu ilustre amigo dava conta, a 7 deste mês, da inauguração de uma escola cem por cento 'leopard', o que só por si, merecia ser 'case study' do fabricante, mas pronto. O artista parisience que trate disso.
Há uma semana foi a vez do Dep. de Saúde Pública da Fac. de Ciências Médicas de Lisboa receber vinte e um iMac prontos a trabalhar uma aplicação específica que até à data só está disponível no formato obsoleto de Redmond. Nada de grave. É também isto que se pretende e, só por experimentação, a mudança de obsolescência para vanguarda, acontece como processo natural.
Ensino ou empresa.

Foto: cortesia JB


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Parafraseando Karl Valentin.
Desde que o rei Fahd da Arábia Saudita bateu a bota, o alimento do 'pitromax' nunca mais foi o mesmo. Em '98 custava 10 ranhosos dólares o 'tonel' do viscoso, após as exéquias disparou para os 60, e hoje, neste minuto, claro, ali na bomba está a 1.40€ e não sei quantos, a litrada refinada. Daqui a 1 hora não sei.
As petrolíferas, em coro, dizem que 'não, isto não tem nada a ver connosco', a malta mandante diz 'não, isto é da conjuntura, não podemos fazer nada', o árabe diz 'isto está tudo doido, não somos nós'. Portanto se existe culpado, morrerá solteiro na ideia destes. A malta não pode culpar o Soros e outros que tais, por isso, mais à mão mesmo, está o 'CEO' deste país. É bom desenrascares isto, antes que alguém fique chateado à séria e se lembre que um tipo com crude e penas não fica bem na fotografia.


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Um destes dias ainda irei ver uma bicha (aka fila) vinda da Duque de Loulé, contornando o Marquês de Pombal, subindo a Fontes Pereira de Melo, enroscando o Saldanha e desaguando na 5 de Outubro. Gostava, mas, sabendo da clássica propensão portuga para criticar quando não tem e criticar de novo quando acaba por ter, o mais certo é ser apenas uma filinha de meio quarteirão.

No video de cima, alguém filmou a abertura da maior loja dos rapazes de Cupertino lá nas américas: a de Boston.

3 pisos (caramba!), e às tantas, com duas entradas para uma saída feliz, como dizia o slogan TV da extinta Lanalgo.

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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Difícil nome para designar -passe a veleidade- a 'web cam' do século XIX. Muitos de nós nunca terão ouvido falar em semelhante artefacto, mas o que é certo que o conceito existe há mais de um século, do inicial rabisco ao desenho técnico e à engenharia, levou algum tempo a ser concretizada.
Abriu agora em Londres e Nova Iorque a possibilidade de acenar ao parente americano ou britânico- dependendo de onde se está- em tempo real através de uma enorme lente sofisticada ao estilo do século XXI, no seu interior, mas com um design retro, no seu exterior.
Parece que um excêntrico engenheiro inglês, nascido em 1848 e de sua graça Alexander Stanhope St George, terá desenhado em plena época Victoriana, um projecto ambicioso que consistia na 'ligação transatlântica' à prima cidade de Nova Iorque através de imagem. Toda esta história pode ser lida em detalhe neste site.
Agora, parece que há mais.

A 4 de Outubro de 1879, no número 239 do 'Commércio do Porto', divulgava-se uma notícia que envolvia um lente professor português: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão (1847-1907).

[...]Mais uma maravillia devida á electricidade : o telectroscopio, por meio do qual diversos individuos, separados pelo Atlantico, por exemplo, poderão ao mesmo tempo fallar uns com os outros, ouvir-se e vèr-se, sem sahirem de suas casas. Esta invenção tem sido submettida ao exame de physicos abalisados.[...]

Lia-se no artigo.
Lê-se também que teria havido, aparentemente, uma apropriação indevida dos 'louros' por parte de um tal francês Constantin Senlecq, o que terá motivado, poucos dias depois, o direito de resposta lusitano:

[...]A' vista d'elle, aprioridade da invenção, sobretudo no que n'ella ha de mais importante - a applicação do selenio - não pôde com justiçia deixar de ser considerada portugueza, constituindo assim uma gloria para o distincto academico e para o bom nome portuguez, em geral.[...]

Adriano de Paiva e Alexander Stanhope são, portanto, contemporâneos e é provável que, na altura, ambos tenham até partilhado informação, até com o gaulês Senlecq. Stanhope vinga agora, Paiva fica mais discreto.


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